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Técnica de Ginástica Rítmica atualiza profissionais do Amazonas para a temporada 2017-2020 e fala da participação do Brasil nas Olimpíadas

FOTOS: MAURO NETO/SEJEL

A Ginástica Rítmica tem uma característica especial diante das diversas modalidades olímpicas. Isso porque, suas técnicas se aprimoram e se diversificam no período de quatro em quatro anos, forçando os profissionais que atuam nesta área a se reciclar para poder acompanhar a evolução do esporte. Sendo assim, o Amazonas foi contemplado neste sábado, dia 5, com o último módulo do Curso de Atualização de GR, Código 2017-2020, ministrado pela renomada técnica olímpica Monika Queiroz. 

O curso, que recebeu apoio do Governo do Amazonas, via Secretaria de Estado de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel), iniciou na última sexta-feira, dia 4, e foi ministrado nos dois dias no Centro de Ginástica Bianca Maia Mendonça, Dom Pedro. Com a participação de quase 20 profissionais, entre professores, acadêmicos, árbitros e técnicos nacionais, a treinadora da ginasta olímpica Nathália Gáudio ressaltou principalmente a nova fórmula de contagem de pontos que será validada a partir do ano que vem.

“O quadro de regras vai ser muito mais aberto. Todos os requisitos vão ter o mínimo de um, potencializando a criatividade. O estudo da música será necessário para poder compor as coreografia e ainda as filmagens, necessitando mais conhecimento, estudo e o auxílio de profissionais desta área. Em relação as notas, vai prevalecer o senso comum, não apenas a nota maior, a menor, e o descarte. Pelo contrário, a pura matemática vai acabar e o julgamento saudável prevalecer. Isso vai fazer com que os árbitros se profissionalizem ainda mais e que estudem para obter os conceitos”, disse a técnica.

Ainda segundo a treinadora, Manaus tem uma característica interessante, que é de reunir profissionais gabaritados e expoentes no circuito nacional e até mesmo internacional. “Manaus é uma cidade que reúne muitos profissionais. Diferente do que acontece em outras localidades, aqui a gente atualiza o técnico para exercer a profissão. Em outros estados, passamos um curso de iniciação, trabalhamos com a base, e aqui com o nivelamento. Conheço muita pessoas daqui e que são referências”, comentou.

Técnica Olímpica

Monika Queiroz soma trinta anos trabalhando com GR e já passou por duas Olimpíadas. A primeira foi em Pequim, 2008, quando comandava a seleção brasileira de conjuntos e na Rio 2016 esteve à frente do individual. Com tamanha bagagem, a técnica afirma que o maior evento esportivo do mundo dentro de casa ajudou a disseminar a Ginástica e, principalmente, abriu a ‘mente’ do público.

“A olimpíada no Rio foi um marco na história, daqui a trezentos anos as pessoas vão falar e contar como foi. Assim, ela não foi somente importante tecnicamente, mas também em relação a questão social, ao lado democrático, uma vez que ela aconteceu num período de crise política e todos foram sensatos a ponto de continuar com o evento e não paralisá-lo. O fator de ganhar medalha, ou não, é algo que ainda vamos evoluir. O importante é que a perspectiva sobre a ginástica mudou, são quatro bilhões de pessoas assistindo uma Olimpíada e conseguimos conquistar torcedores, e essas pessoas começaram a entender que a GR é um esporte de alto rendimento, de saúde e de cidadania”, ressaltou.

Curso aprovado

Para a campeã sul-americana, técnica Fabrícia Viana, o curso possibilitou um nova olhar em relação à modalidade e a antecipação será primordial para a equipe continuar galgando bons resultados frente as atletas dos outros estados e até mesmo de outros países.

“Foi muito bom o curso, pois abriu totalmente a nossa cabeça. Trabalhamos com ciclos e já vamos iniciar a nossa programação de 2017, em dezembro, toda baseada nessas mudanças. A renovação da GR ocorre conforme o ciclo olímpico e todos os anos eu fico surpresa com as colocações da FIG (Federação Internacional de Ginástica). O que mais mudou para mim hoje é o consenso de nota e para nos destacar vamos cada vez mais estudar, trabalhar e surpreender”, disse Viana.

Em outubro deste ano, Fabricia conquistou o Sul-Americano de Ginástica Rítmica, na Colômbia, junto com as atletas Clara Mendes, 10, Camila Cunha, 10, Evelyn Lamego, 10, Isabela Lages,10 e Raicca Tomé, 8.

FOTOS: MAURO NETO/SEJEL
FOTOS: MAURO NETO/SEJEL

Esforço compensado

Investindo na atualização profissional, a técnica Renata Medeiros não se importou de encarar nove horas de ônibus para chegar até a capital amazonense para participar do curso de Monica Queiroz. A ex-ginasta veio de Roraima com a missão de aprender e repassar os conhecimentos adquiridos ao profissionais de sua terra natal.

“O curso foi sensacional e passarei tudo que aprendi para os profissionais de Roraima, essa dinâmica fica mais acessível aos técnicos de lá. Em Roraima temos um grupo bem grande de meninas fazendo ginástica, que atuam em clubes, escolas municipais, privadas e do governo, que também disseminam a modalidade e precisamos cada vez mais estar atentos as mudanças para que o esporte possa crescer. Por isso, qualquer esforço vale a pena”, disse ela, que desde 2000 é técnica e foi quarto lugar por equipes no Torneio Nacional de GR, em Porto Alegre, no último mês.

Para a coordenadora do evento e representante da Federação Amazonense de Ginástica (FAG) no evento, Alessandra Balbi, o investimento da entidade no curso vai dar bons frutos para as próximas temporadas.

“Tivemos essa preocupação em atualizar os profissionais antes mesmo do ano acabar pois a GR só tem sucesso com um trabalho de antecipação. Além disso, entendemos que este tipo de evento estimula nossos professores e até mesmo os alunos, que se sentem prestigiados e valorizados através de seus treinadores. Cada vez mais os códigos apresentam novas técnicas e as mudanças ocorrem após uma avaliação criteriosa. Por exemplo, algum movimento de dificuldade que foi estabelecido para este momento pode daqui um tempo mudar, dependo se a equipe médica identificou muitas leões devido a exposição e assim por diante”, explicou.

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