Terminal “Bugigangueiro”: O golpe do Bilhete

Olhamos de um lado para o outro, entre tantos personagens de semblantes diferentes seguindo suas bússolas mentais apontadas para direção de suas casas. Buscamos em meio a cheiro forte de combustível e de suor da multidão apressada não perder a hora certa para embarcar nos latões de sardinha gigantes.

Durante a espera demorada com a retina fisgada pelos painéis brilhantes com o número das linhas, os bairros, e com algumas frases feitas como: “Jesus me deu”. Depararmos-nos com alguém pedindo esmola, com táticas repetidas por jovens magros, roupa suja e o rosto queimado pelo sol, com o bilhete sensacionalista clamando: Uma ajuda de bom coração, pois mora com cinco irmãos pequenos, precisa ajudar a mãe desempregada e pagar o aluguel de 300 reais.

Pode ser também uma velha senhora com aparência surrada pela vida longa, com um bastão enrolado por jornais velhos, amarrados com barbante e um papel com vários valores, de 10 a 300 reais. Quanta criatividade não? É uma realidade tão bruta quanto diamante negro. Uma situação difícil para ser lapidada por melhores condições a todos.

A pergunta que fica no ar é: É um golpe bem dado? Ou a história por detrás destes personagens deste ato é verdadeiro? São perguntas simplistas e com tom discriminatório, mas infelizmente é a melhor maneira de servir como dica para os leigos desta realidade no arco metálico comprido e barulhento da via dupla chamada Constantino Nery. Para não dizer que me esqueci de mencionar a dica importante, por favor, não pare de ler o texto aqui! Pois se a mensagem do papel for repetida por pessoas diferentes: ‑ É golpe. Cuidado! Seja cauteloso diante dessa situação.

Mas se desejar doar seus trocados para o desconhecido de intenções maliciosas, ao invés de comprar um salgadinho e um copo de suco por 1 real para segurar tua fome, boa sorte.

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