Terminal “Bugigangueiro”

No vai e vem diário da frota de ônibus no Terminal da Constantino Nery existem figuras simbólicas e características do movimento insano do famoso T1. São as banquinhas do lanche de 1 real, a senhora baixinha hippie das pulseira de dois reais, são os caras dos óculos de sol, dos carregadores de celular, do DVD pirata; é tudo colorido e cheio de história. São todos personagens de um teatro onde o palco se move na velocidade do “busão” percorrendo nos sentidos centro-bairro, bairro-centro.

As ondas do radinho pendurado sonorizam o ambiente pesado cheio do monóxido de carbono expirado pelas latas ambulantes de quatro rodas, de cinco marchas e uma embreagem de “pé duro”. São tantos pensamentos e falas no meio deste curto espaço de tempo entre as idas e vindas. Os que vão pra casa, sentem-se aliviados mesmo fadigados, por ir ao seu alento chamado casa. Os passageiros de primeira viagem de ônibus em Manaus seguem perdidos olhando as placas, e procurando para onde seguir. Os outros seguem a mesma rotina dos que trabalham e chegam em casa fadigados. É a mesma história, mas com personagens diferentes. São tantos homens, mulheres, crianças e idosos ocupando o mesmo espaço, fazendo a mesma coisa por 6 dias consecutivos com pausa para recarregar as energias corporais e restaurar o psicológico para voltar a rotina na integração gigante feita metal, asfalto e concreto.

Não vou me prolongar muito nesta história, pois ainda há muito que contar, mas vamos nos debruçar por um tempo nessa rotina e saber ainda mais como é a rotina do povo manauara nesse lugar simples e paradoxal, com um toque de Amazônia urbana caótica.

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