Torcedor do Caprichoso não desiste do sonho e viaja de SP ao AM para conhecer Parintins

A aventura que seria feito de bicicleta teve que ser interrompida por causa da pandemia

Gilson Almeida | 24 Horas
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Parintuns (AM) – O torcedor apaixonado pelo Boi Caprichoso, o engenheiro Diego Eduardo César, de 33 anos, viajou de Batatais, situada no interior de São Paulo, onde morava com a família, com destino Parintins para realizar o sonho de assistir a apresentação do touro negro na arena do Bumbódromo no Festival Folclórico realizado no último final de semana do mês de junho. Mesmo com o evento adiado devido a pandemia do novo coronavírus, ele deu continuidade na aventura e chegou em Manaus na madrugada desta terça-feira (7) e seguirá de barco para Parintins nos próximos dias. A princípio o percurso seria feito de bicicleta, nomeada por ele de “Yara”, mas por causa da pandemia Diego teve que viajar de avião para concluir o objetivo. De Batatais (SP) para Parintins (AM) são 2.258 km de distância em linha reta.

Sua jornada com a “Yara” iniciou dia 1° de fevereiro, equipado com materiais de proteção de ciclismo, camisa, bandeira e demais adereços do Caprichoso, além de usar outros apetrechos da cor do boi, o azul e branco. Antes de iniciair a viagem, o torcedor azulado mandou uma carta escrita a mão para o presidente do Boi Caprichoso, Jender Lobato, contando a história de sua paixão pelo boi.

O babataense passaria pelos estados de Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernanbuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Pará até chegar em Manaus, no início de junho. Da capital amazonense ele pegaria um barco e seguiria para a ilha Tupinambarana.

Após 50 dias na estrada, quando já estava em Maceió, capital do estado de Alagoas, sua viagem teve que ser interrompida devido a pandemia da Covid-19 chegar ao país e as praias de Alagoas, por onde ele passaria de bicicleta, terem sido interditadas. Diego já tinha pedalado 2.500 km. Já com a notícia de que o Festival de Parintins foi adiado por causa da pandemia com o objetivo de evitar aglomeração de pessoas, ele retornou para sua cidade natal, Batatais (SP). “O mundo desabou pra mim, foi um balde de água fria”, desabafou Diego.

Independente de haver ou não o festival, o engenheiro determinado a conhcer a festa que até então só viu pela televisão, a cultura de Parintins e seus habitantes hospitaleiros deixou o trabalho e a família e pegou o voo para Manaus para depois vir para a ilha Tupinambarana sem data para retornar.

No momento Diego está hospedado em Manaus em uma residência proporcionada pelo presidente do Movimento Marujada, Beto Vital. Grande parte da aventura foi registrada e divulgada nas redes sociais do engenheiro.

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