Torcedores do Boi Caprichoso contam histórias de superação dos traumas da pandemia em site nacional  

Dezesseis experiências de brincantes, trabalhadores e lideranças comunitárias e sociais ligadas a Associação Cultural Boi-Bumbá Caprichoso estão disponíveis ao público no site memoriapopulardapandemia.org.br. Esse esforço de memória é mais um projeto do Centro de Documentação e Memória (CEDEM) aprovado agora em edital público da Plataforma de Direitos Humanos DHESCA Brasil. O programa intitulado Memórias Populares da Pandemia foi pensado para socializar, por meio de entrevistas, as histórias de pessoas comuns durante a pandemia da Covid-19, com foco nas regiões Norte e Centro Oeste.

“O projeto visava pensar como é que essas pessoas passaram pela pandemia e como é que essas memórias se ligam às entidades autoras de projetos. No nosso caso, as pessoas contaram como foi a interrupção do ciclo bovino, de todas as atividades do Boi… como foi ficar, muitas vezes, sem trabalho, sem sustento e, também, sem a festa, que é um elemento fundamental da nossa identidade. E como é que isso está sendo superado”, conta o coordenador do CEDEM e professor da UEA, Diego Omar da Silveira.

As entrevistas com as 16 pessoas selecionadas foram realizadas na semana de planejamento do retorno das atividades presenciais no Curral Zeca Xibelão, com o aniversário de 108 anos do Boi-Bumbá Caprichoso, em outubro de 2021. “Estava todo mundo muito emocionado e otimista, começando a se vacinar também. Por isso são relatos que contam a importância da nossa associação cultural para Parintins, para a vida dessas pessoas. E como foi difícil ficar longe uns dos outros, inclusive, nós do Caprichoso”, explica o idealizador do projeto.  

O presidente do Caprichoso, Jender Lobato, convida o público a consultar o acervo no site memoriapopulardapandemia.org.br. “São histórias de superação pela energia e dedicação, pelo esforço coletivo para que todos saíssem bem da pandemia. Perdemos muitos entes queridos e amigos nesse percurso, alguns entrevistados também perderam pessoas muito próximas. Felizmente, estamos aqui para contar essas histórias. Nossa associação vai além da festa, é de solidariedade mútua e construímos laços mais duradouros do que aqueles que vão para a arena”, frisou.

Imagens: Reprodução do site Memória Popular da Pandemia

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