Turistas ficam 26 horas parados em montanha após desmoronamento

O grupo saiu de Sorocaba no dia 7 de janeiro com destino a Machu Picchu, no Peru. Apesar de a polícia da região ter ido ao local pouco tempo depois do desmoronamento, a Defesa Civil, os bombeiros e a brigada florestal demoraram a chegar, já que o trecho era de difícil acesso. Edvaldo do Carmo conta que 33 dos 48 passageiros são de Sorocaba.

“Estávamos subindo as cordilheiras até a montanha de Sete Cores quando fomos impedidos de passar, pois a correnteza de lama já tinha invadido a pista. Na volta paramos em uma pequena feira de artesanato, mas 20 minutos depois tocou a buzina de alerta.” O ônibus com os turistas desceu cerca de dois quilômetros para escapar da tragédia. “Fomos surpreendidos pela outra barreira e com uma enxurrada de lama e pedras rolando das montanhas”, afirma Edvaldo.

Turistas ficaram 26 horas esperando socorro na argentina (Foto: Edvaldo do Carmo/Arquivo Pessoal)
Turistas ficaram 26 horas esperando socorro na argentina (Foto: Edvaldo do Carmo/Arquivo Pessoal)

Em fotos e vídeos postados em uma rede social é possível ter a dimensão da avalanche. Retroescavadeiras foram usadas para abrir caminho e um veículo foi destruído em meio às pedras. Jornais da Argentina divulgaram que a avalanche deixou mais de 1 mil moradores desabrigados, alguns feridos, e causou a morte de um casal que estava em um caminhão. Um bombeiro também era considerado desaparecido depois de ser arrastado pela enxurrada.

Organizador de excursão registrou máquinas pista (Foto: Edvaldo do Carmo/Arquivo Pessoal)
Organizador de excursão registrou máquinas pista (Foto: Edvaldo do Carmo/Arquivo Pessoal)

Espera por socorro
Enquanto esperavam a chegada das autoridades para ajudar no resgate, os turistas precisaram dividir o pouco de água e comida que tinham no ônibus. O organizador do passeio disse que mais outros cinco ônibus e vários carros ficaram parados no local também impedidos de seguir viagem.“Passamos a noite dentro do ônibus com medo de novos desmoronamentos”, conta Edvaldo.

Na manhã de quarta-feira (11) a Defesa Civil e o Exército chegaram e deram assistência aos turistas mais velhos, porém a prioridade eram os moradores do vilarejo que estavam desabrigados. Edvaldo afirma que as autoridades liberaram a passagem para os pedestres que quisessem ir caminhando por 10 quilômetros até o vilarejo na companhia de um guia local. “Tinha muita neblina e fazia oito graus”, afirma Edvaldo.

Ele conta ainda que o governo liberou ônibus para levar os turistas ao hotel enquanto o restante do grupo foi levado pelo Exército até Jujuy, onde esperaram mais quatro horas até a estrada ser liberada. “Foi um alívio e agradecimento de milagre recebido, saímos a tempo do local quando a sirene tocou, mas ficamos no meio da tragédia”, afirma Edvaldo. A previsão de retorno ao Brasil é no dia 28 deste mês.

Várias pessoas ficaram presas em estrada após desmoronamento (Foto: Edvaldo do Carmo/Arquivo Pessoal)
Várias pessoas ficaram presas em estrada após desmoronamento (Foto: Edvaldo do Carmo/Arquivo Pessoal)

Do g1

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