Veículos de transporte de carga estão vedados no porto de Parintins e consumidores sofrem consequências

Foto: Gerlean Brasil

Da Redação | 24 Horas

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Parintins (AM) – Somente o embarque e o desembarque de passageiros, com o trânsito de pedestres, motos ou triciclos, estão liberados no porto de Parintins. O terminal hidroviário funciona com a capacidade operacional reduzida, por determinação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), depois de estudos topográficos realizados sobre os impactos do rompimento do muro de contenção na frente do prédio administrativo.

A medida adotada por questão de segurança abre exceção para o acesso de carros ou ambulância às balsas de atracação de embarcações regionais, caso houver necessidade de transporte de pessoas com dificuldades de locomoção. O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil de Parintins interditaram o porto, assim como a Marinha do Brasil determinou a paralisação da atracação de embarcações regionais nas balsas, no dia 27 de agosto.

De acordo com o comandante da Agência Fluvial de Parintins, Capitão-Tenente, André Vieira, a Portaria nº 31, publicada pela Marinha do Brasil em 16 de setembro, veda o trânsito de veículos pesados como caminhões, porque, nas proximidades da cabeceira da ponte de acesso às balsas, é proibida qualquer atividade que cause sobrecarga, em um raio de 25 metros. “A ideia é restringir o peso que possa causar algum dano na estrutura portuária”, explica.

Foto: Gerlean Brasil

Segurança

Por parte da Marinha do Brasil, as operações são autorizadas, com limitação de peso na ponte de acesso às balsas de atracação de embarcações, por questão de segurança aos usuários. Cargas só podem ser retiradas ou levadas às embarcações por triciclos, devido às restrições de trânsito aos veículos pesados até a estrutura flutuante. O agente da Capitania dos Portos de Parintins reforça que a medida segue orientações técnicas do Dnit.

O Comando do 9º Distrito Naval (Com9ºDN) informa que a Agência Fluvial de Parintins emitiu a Portaria nº 31 sobre a reabertura provisória do porto de Parintins, após receber o resultado da vistoria e certificação do engenheiro responsável técnico da empresa supervisora, credenciada pelo órgão regulador do terminal hidroviário. A Marinha do Brasil ressalta que atua pela segurança da navegação e salvaguarda da vida humana.

Contratempos

Devido às restrições de acesso de veículos pesados de carga, algumas embarcações atracam na estrutura flutuante para desembarcar passageiros, mas retiram carga em porto provisório. Para receber uma encomenda, a jornalista e empreendedora Tereza Almeida enfrentou uma saga de quatro horas de deslocamento de um porto para outro até encontrar o barco. “Passageiros desembarcam no porto e carga é onde der na telha”, reclamou.

Ao relatar transtornos como exposição à poeira no local onde encostam barcos oriundos do Pará, próximo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a comunicadora questionou o motivo da reabertura parcial do porto de Parintins. Tereza Almeida afirma que tudo isso poderia ser evitado se houvesse informação por parte das empresas de navegação aos consumidores para impedir o deslocamento desnecessário entre um porto e outro.

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