Venezuela tem 244 ataques a jornalistas no primeiro semestre

O Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP) da Venezuela registrou 224 ataques contra jornalistas no primeiro semestre de 2019, incluindo detenções, deportações de correspondentes estrangeiros, agressões físicas e fechamento de empresas de comunicação.

O secretário-geral da organização, Marco Ruiz, denunciou também o “desaparecimentos forçados de jornalistas” e acusou agentes policiais de negar “o paradeiro das vítimas, enquanto isolam, as torturam e as obrigam a revelar suas fontes”.
Segundo ele, nos primeiros seis meses deste ano, 55 jornalistas foram detidos arbitrariamente, sendo 22 deles da imprensa internacional ou correspondentes estrangeiros – alguns dos quais foram expulsos da Venezuela.
Em seu último relatório sobre liberdade de expressão no mundo, a ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) alertou sobre uma “guinada autoritária” do governo venezuelano que “intensificou a repressão” contra a imprensa, e classificou o país na 148ª posição entre 180 avaliados em relação à liberdade de imprensa. À frente apenas de Cuba entre os países latino-americanos avaliados.
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