Venezuelanos indígenas são deixados em Parintins por embarcação paraense

Eldiney Alcântara | 24 Horas

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Hoje pela manhã, 25, um grupo de 19 indígenas venezuelanos foi deixado em Parintins, quando viajavam numa embarcação paraense. Eles seguiam para a cidade de Santarém-Pará, mas foram impedidos de prosseguir a viagem, uma vez que funcionários do barco alegaram que eles não teriam autorização para entrar naquele estado.

O grupo é da etnia Warau com 6 mulheres, 5 homens e 8 crianças. Eles estavam abrigados em Manaus, depois de saírem de sua cidade origem em Tucupita, na Venezuela. Os indígenas passaram por Pacaraima e Boa Vista do Ramos, onde ficaram por um mês. Na capital amazonense tiveram uma estadia de 20 dias, atendidos pelo setor social do governo estadual.

Há 12 anos morando no Brasil, o indígena Atilano Mijares lidera o grupo e é o único que consegue se comunicar em português. Ele conta que sua família foi deixada em Parintins sem muitas explicações, apenas informaram que eles não poderiam entrar no Pará pelo fato do estado estar fechado para receber passageiros sem documentação.

A coordenadora do Centro de Referência Especializado da Assistência Social (CREAS), Camila Lacerda, que atua no caso, informa que houve falha por parte da embarcação. “Segundo eles, todos os pagamentos foram feitos para embarcação levá-los até o estado do Pará. Eles estão com todos os testes que fizeram em Manaus, inclusive nós fizemos um registro fotográfico desses testes. Eles estão com os testes, então, eles estavam todos respaldados pra seguir pra Santarém. O que a gente entende é a falha da embarcação em não comunicar eles também sobre essa questão de estar todo fechado o transporte la pra Santarém, pra Juruti, sendo que tem uma barreira, que não deixa passar, somente com autorização”, destacou.

O grupo foi encaminhado ao CREAS Bom Samaritano, no bairro Nossa Senhora de Nazaré. Segundo Camila, eles irão receber toda assistência possível do órgão. “Nós vamos encaminhar eles e atender, temporariamente, até a gente resolver a situação. Vamos fazer notificações junto a capitania, junto a Amazon Star (embarcação) e ver de que forma a gente pode estar embarcando eles de volta pra Manaus ou seguindo pra Santarém. A gente está fazendo os procedimentos e a assistência social vai dar todo o suporte que eles precisarem”, explicou.

Orientador social, Cícero Antônio, afirma que este é “um caso concreto de violação de direitos”. “Eles fizeram um investimento financeiro para a embarcação, estavam sendo assistido em Manaus pela assistência social do estado e resolveram voltar para Santarém e nessa de voltar para Santarém foram lubribiados. A embarcação pegou a o dinheiros que eles tinham e de uma forma bruta deixaram aqui em Parintins”, critica.

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