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Vereadores não receberam documentos para pedir CPI de precatórios

Carlos Góes, ex-prefeito de Maués.

O ex-prefeito de Maués Carlos Góes, manifestou-se sobre a CPI dos precatórios aberta esta semana pela Câmara Municipal, dizendo que os vereadores não possuíam nenhum documento para solicitar a propositura e que a Câmara tenta desviar atenção uma vez que a nova gestão não vem conseguindo implementar a administração que prometeu.

Diante dos fatos o ex-prefeito disse que durante seu governo empreendeu esforços em realizar uma transição nos moldes recomendados pelo Tribunal de Consta do Estado -TCE e pelo Ministério Público do Estado –MPE, sem causar prejuízos a gestão atual.

Assegura que todas as informações referentes aos precatórios do Fundeb, foram protocoladas ao TCE dentro do prazo. “ Tínhamos um prazo e eles instalaram CPI, antes disso.  Hoje sexta-feira (31) é o prazo final e entregamos antecipado. Somente depois do balanço e que eles poderiam abrir a CPI. Todo o processo como foi pago, quanto veio e a movimentação bancária constam no relatório”, informou.

Ele recorda que a Educação foi o maior investimento de seu governo ressaltando a reforma, construção e ampliação de escolas, investimento na merenda escolar e o prêmio “ Prefeito Empreendedor” concedido pelo Sebrae por transformar os transportadores escolares em empreendedores. “ As escolas não tinham banheiros, fardamento escolar todos os quatro anos foram concedidos aos alunos entre outras iniciativas na educação. Não fomos omissos”, ressalta.

Góes, denuncia que também não cabe para a atual gestão um Plano Emergencial, porque deixou a Prefeitura sanada cumprindo a Lei de responsabilidade fiscal. Ele afirma que deixou cerca de R$ 13 milhões nas contas de Maués. “Estamos denunciando ao MPE e ao TCE porque o município recebeu R$ 43 milhões em três meses e para onde foi? Questiona ”. Góes encerra lembrando que chegou a segundo lugar no ranking da transparência do MPF.

A informação do ex-prefeito é reafirmada pelo vereador Ronildo Santos (PSB) que emitiu nota dizendo que não subscreveu o referido requerimento por não concordar com os argumentos usados pelo autor, o vereador Luizinho Canindé, onde citou que os documentos usados para embasar tal propositura não chegaram aos gabinetes dos vereadores para que pudessem emitir um parecer.

“ É importante informar que indiquei para compor a comissão o vereador autor da propositura. No entanto, os vereadores Salim e Petocão me indicaram para compor a CPI. Desta forma, garanto que usarei meus conhecimentos em contabilidade para trazer a luz todos os fatos e provas, mas principalmente assegurar que não seja cometida nenhuma arbitrariedade e injustiça”, ressaltou o vereador.

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