Aliados do Governo do Amazonas atacam Jornalista para camuflar crise

O Jornalista Clayton Pascarelli foi vítima de uma tentativa de desmoralização por veículos de comunicação "parceiros" do governo do Amazonas.

A gerente de Marketing da Umanizzare afirmou que Clayton Pascarelli nunca manteve contato com empresa

Da Redação | 24 horas

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Parintins (AM) – Vladimir Herzog, Tim Lopes e tantos outros jornalistas foram calados pelas armas da ditadura militar e do crime organizado. No mundo contemporâneo a tentativa de desmoralizar é a forma mais utilizada para tentar calar jornalistas, principalmente, quando quem ataca está a serviço do mundo obscuro, nojento e sem escrúpulos do poder. Tal situação agride não apenas um jornalista, mas a democracia e a liberdade de expressão.

Na tentativa de minimizar a revolta da população amazonense contra o governo do estado alguns setores de comunicação, patrocinados com recursos públicos, estão propagando informações inverídicas para tentar desabonar o perfil do Jornalista Clayton Pascarelli, uma medida adotada para tentar camuflar a crise instalada no Estado a partir da rebelião do dia 1º de janeiro. A demissão de Pascarelli da TV Amazonas (afiliada da rede Globo) aconteceu logo após proferir o comentário: “o que esperar desse governo?” (ver link: https://www.parintins24hs.com.br/demissao-do-jornalista-clayton-pascarelli-revolta-populacao-amazonense/)

A ordem dada aos veículos de comunicação “parceiros” é de que o acusassem de tentar blindar a empresa Umanizzare, responsável pela administração do Complexo Penitenciário Anysio Jobim, que é assessorada pela empresa F5 do qual Clayton era sócio até o mês de outubro de 2016. Sem citar fontes e nem as partes envolvidas, o texto apresenta apenas o nome de Clayton Pascarelli como sócio da F5 Comunicação Marketing e Eventos Corporativos e expõe o endereço e contato do proprietário da empresa.

Um dos sites que reproduziu a matéria de ataque ao Jornalista tem a marca do Governo do Amazonas como patrocinadora.

O Portal Parintins 24 horas ligou para o proprietário da F5, o Jornalista Hugo Araújo. Ele confirmou que Pascarelli pediu desligamento da empresa no mês de outubro do ano passado. “A Umanizzare nunca foi atendida por ele. O nome dele consta na lista de sociedade porque demora a sair do sistema e eu ainda aguardava que pudéssemos retomar a sociedade”, informou Hugo.

O empresário André Parente é um dos clientes da empresa F5. Ele era atendido por Hugo e Clayton, mas, há cerca de dois meses a sociedade entre os dois foi desfeita. “Ele desfez a parceria com o Hugo, não sei o motivo, também não me interessa só tenho a lamentar”, contou. O empresário exaltou o caráter do Jornalista. “O Clayton é um cara muito ético, muito correto, nunca deu problema pra gente”, destacou.

A gerente de Marketing da empresa Umanizzare, Michele Antunes, confirmou que nunca foi atendida pelo Jornalista Clayton Pascarelli e, portanto, a empresa não tem nenhum tipo de ligação com o ex-apresentador da Rede Amazônica. “Quem sempre atendeu a gente foi o Hugo (Araújo), o Clayton nunca teve contato com a empresa”, assegurou.

O 24 horas ligou para o Jornalista, que não quis falar sobre nenhum dos episódios que citam o nome dele. Telespectadores, jornalistas e internautas manifestaram apoio ao jornalista nas redes sociais. Clayton Pascarelli é formado em Jornalismo, especializado em Esporte e Jornalismo Investigativo. Ele já foi correspondente da Rede Amazônica em Brasília, atuou e produziu grandes reportagens para a TV Globo como a própria investigação de compra de votos na eleição de Melo para o governo do Estado, na matéria exibida pelo Jornalista Maurício Ferraz.  Clayton também é membro do Conselho Fiscal da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI).

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