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Planeta Nove – parte 3

Fig01: Ilustração de como seria o Planeta Nove.

Já falamos sobre esse assunto anteriormente [ver https://www.parintins24hs.com.br/nono-planeta-parte-2/] e hoje, regressaremos a esse tema. Afinal, quais são as novidades sobre aquele que fora chamado de Planeta Nove? A resposta para essa indagação não é muito trivial. Antes, os astrónomos estipularam que o nono planeta teria aproximadamente a mesma massa de Neptuno.

 Outro dado relevante diz respeito à órbita altamente elíptica do Planeta Nove. Entretanto, nenhum outro registo causou tanta ambigoldade na Astronomia quanto o facto de o nono planeta estar circunscrito a um raio eqüipolente a dez vezes a distância entre Plutão e o Sol. Desde então, os astrónomos têm dedicado horas e horas de estudos para aclararem definitivamente como é que o Planeta Nove encontrou assento em uma órbita tão distante.

De um lado, as evidências indigitam a existência do nono planeta. Por outro lado, os astrónomos não conseguem decifrar como é que o Planeta Nove foi formado. Neste sentido, a presença deste objecto continua a ser um mistério para a Astronomia.

O nono planeta anda à volta do Sol a uma distância aberrante – entre 400 e 1500 unidades astronómicas [ou seja, aproximadamente 150 milhões de quilómetros]. Números que estão muito além de todos os planetas do Sistema Solar. Actualmente, a questão torna-se: será que se formou aí, ou será que se formou noutro lugar e mais tarde vagueou para a sua órbita invulgar?

As possíveis explicações para essa questão são:

  1. Admitir a passagem de uma estrela que puxa o nono planeta para fora do Sistema Solar. Esta interacção não só desloca o planeta para uma órbita mais larga, mas também torna sua órbita mais elíptica.
  2. Admitir que o Sistema Solar tivesse formado um gigante gasoso extra. Neste cenário, o nono planeta se formou muito mais próximo do Sol e, mais tarde, interagiu com os demais gigantes gasosos, excecionalmente Júpiter e Saturno. Assim, uma seqüência de chutos gravíticos impulsionou o planeta para uma órbita maior e mais elíptica ao longo do tempo.
  3. Admitir que o nono planeta tivesse, de facto, sido formado a grandes distâncias. Há uma combinação ideal de massa e vida útil do disco inicial tal que o Planeta Nove pudesse surgir em tempo suficiente para que uma estrela o empurrasse para fora do Sistema Solar.

Todos os caminhos acima são eqüiprováveis. Em tese, um gigante gasoso empuxado vai afigurar-se com um gélido Neptuno, ao passo que um planeta fundado nessa região ficará assimilado com um Plutão gigante e sem gás.

Finalmente, se considerarmos que o Sol nasceu em um enxame, no qual os encontros com outras estrelas eram mais frequentes. Então, a órbita do nono planeta seria facilmente afectada, o que resultaria em sua expulsão do Sistema Solar. Nesses termos, o Planeta Nove é inegavelmente um retardatário que alcançou sua órbita actual, bem depois do Sol ter saído do enxame onde nasceu.  Para concluir essa matéria, se você – caro leitor- não se convenceu das hipótesses acima, listamos algumas outras possibilidades, a saber:

  1. Admitir que o Planeta Nove fosse um exoplaneta que fora capturado a partir de um sistema estelar passageiro.
  2. Admitir que o Planeta Nove fosse um planeta que estava a flutuar livremente e fora capturado após ter passado demasiadamente perto do Sistema Solar.
  3. Admitir que o Planeta Nove, de facto, seja um planeta. Porém, pertencente a outro sistema estelar que está a perturbar o Sistema Solar.

Este estudo está em aberto. Aguardemos assim, as análises de outras pesquisas que visam lançar luz sobre qual caminho deveremos seguir.

Dr. Nélio Sasaki – Doutor em Astrofísica, Líder do NEPA/UEA/CNPq, Membro da SAB, Membro da ABP, Membro da SBPC, Membro da SBF, membro da AIU, membro da PLOAD/Brasil e ST/Brasil, Revisor da Revista Areté, Revisor da Revista Eletrônica IODA, Revisor ad hoc do PCE/FAPEAM, Coordenador do Planetário Digital de Parintins, Coordenador do Planetário Digital de Manaus, Professor Adjunto da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

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