Sem espaço no presídio detentos do semiaberto cometem crimes a noite

Bosco Paulain, diretor da Unidade Prisional de Parintins. Foto: 24 horas.

Os crimes envolvendo detentos do semiaberto são crescentes e não cumprem determinação judicial

Da Redação | Parintins 24 horas

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Parintins (AM) – Estupros, roubos, tentativa de homicídio e homicídio são registros feitos nos últimos meses em Parintins pelas polícias civil e militar e em grande parte dessas ocorrências os envolvidos são detentos do regime semiaberto. Parintins atualmente tem cerca de 63 pessoas cumprindo o regime, mas não passam a noite na unidade prisional por falta de espaço. Por conta disso a justiça determinou que os detentos se mantenham em prisão domiciliar, ou seja, os presos apenas assinam frequência e retornam para casa.

O problema é que os presos não estão obedecendo a justiça e estão nas ruas cometendo outros crimes. O último caso revoltou a população que por pouco não linchou Jackson Souza da Silva, 22, conhecido como Jacó, que antes de roubar teria estuprado uma mulher na frente dos filhos. Ver Link aqui: https://www.parintins24hs.com.br/homem-preso-acusado-de-estuprar-mulher-na-frente-dos-4-filhos-pequenos-em-parintins/

O Portal 24 horas abordou o diretor da unidade prisional de Parintins Bosco Paulain após uma audiência no fórum de justiça desembargador Raimundo Vidal Pessoa e o indagou sobre esse problema que tem sido uma das principais reclamações que ele tem recebido. “Os detentos do semiaberto deveriam se recolher a unidade prisional, mas por falta de espaço físico no presidio nós não temos essa capacidade. Temos uma determinação do conselho nacional de justiça juntamente com os juízes pra que eles se recolham em casa a partir das 18 horas”, explicou.

O problema é grave e de conhecimento não apenas do diretor, da justiça, da população, mas até daqueles que podem resolver e não resolvem a classe política. Paulain tem uma sugestão ara tentar minimizar esse problema. “Se pudéssemos encontrar um local apropriado pra alugar para que esses presos pernoitem”, sugere emendando que a decisão é política.

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